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Os riscos mais críticos, segundo a OWASP

A OWASP (Open Worldwide Application Security Project) mantém as classificações de referência mundial sobre os riscos de segurança mais relevantes em cada tipo de tecnologia. Abaixo, um resumo em português das quatro listas mais relevantes para quem desenvolve ou opera aplicações hoje: Web, sistemas de Inteligência Artificial (LLM), aplicativos Mobile e APIs. Nos pentests da WS Vicentin, essas categorias servem de referência para classificar e priorizar os achados.

OWASP Top 10:2025 Aplicações Web

As 10 categorias de risco mais críticas para aplicações web, segundo a lista mais recente da OWASP.

owasp.org/Top10/2025 ↗
A01

Broken Access Control (Quebra de Controle de Acesso)

Usuários conseguem agir fora do que deveriam poder acessar ver dados de outras contas, alterar registros alheios ou chegar a funções administrativas sem a devida permissão.

A02

Security Misconfiguration (Configuração Incorreta de Segurança)

Serviços, servidores e frameworks deixados com configurações padrão, permissões abertas demais ou recursos desnecessários habilitados, ampliando a superfície de ataque.

A03

Software Supply Chain Failures (Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software)

Dependências, bibliotecas de terceiros, pipelines de build ou fornecedores comprometidos, introduzindo vulnerabilidades antes mesmo do código próprio entrar em produção.

A04

Cryptographic Failures (Falhas Criptográficas)

Dados sensíveis trafegando ou armazenados sem criptografia adequada ou com algoritmos fracos e chaves mal gerenciadas ficam expostos a interceptação e roubo.

A05

Injection (Injeção)

Entradas de usuário não tratadas corretamente são interpretadas como comandos pelo sistema, permitindo manipular bancos de dados, sistema operacional ou outros componentes.

A06

Insecure Design (Design Inseguro)

Falhas que nascem lá na arquitetura e na concepção do sistema antes de qualquer linha de código e por isso são mais caras e difíceis de corrigir depois.

A07

Authentication Failures (Falhas de Autenticação)

Processos de login, gestão de sessão e recuperação de senha mal implementados, abrindo espaço para personificação de outros usuários.

A08

Software or Data Integrity Failures (Falhas de Integridade de Software ou Dados)

Ausência de verificação de integridade em atualizações, pacotes e pipelines de CI/CD, permitindo que código ou dados adulterados entrem no ambiente sem detecção.

A09

Security Logging and Alerting Failures (Falhas de Log e Alerta de Segurança)

Falta de registros e alertas suficientes faz com que ataques em andamento ou já ocorridos passem despercebidos por muito tempo.

A10

Mishandling of Exceptional Conditions (Tratamento Inadequado de Condições Excepcionais)

Erros, exceções e casos de borda tratados de forma inconsistente, revelando informações internas ou levando o sistema a estados inesperados e inseguros.

OWASP Top 10:2025 LLM / Inteligência Artificial

Riscos específicos de aplicações que usam Large Language Models (LLMs) e agentes de IA.

genai.owasp.org/llm-top-10 ↗
LLM01

Prompt Injection (Injeção de Prompt)

Entradas elaboradas para alterar o comportamento pretendido do modelo, fazendo-o ignorar instruções originais ou executar ações não autorizadas.

LLM02

Sensitive Information Disclosure (Vazamento de Informação Sensível)

O modelo ou a aplicação em torno dele acaba expondo dados sensíveis de treinamento, de outros usuários ou internos do sistema.

LLM03

Supply Chain (Cadeia de Suprimentos)

Modelos, datasets, plugins e dependências de terceiros usados no sistema de IA podem trazer vulnerabilidades ou comportamento malicioso embutido.

LLM04

Data and Model Poisoning (Envenenamento de Dados e Modelo)

Contaminação intencional dos dados de pré-treinamento, fine-tuning ou embeddings para induzir vieses, backdoors ou respostas maliciosas.

LLM05

Improper Output Handling (Tratamento Inadequado de Saída)

A saída gerada pelo modelo é usada por outros sistemas (banco de dados, navegador, shell) sem validação e sanitização adequadas.

LLM06

Excessive Agency (Agência Excessiva)

Agentes de IA recebem permissões, ferramentas ou autonomia além do necessário, podendo executar ações danosas sem supervisão adequada.

LLM07

System Prompt Leakage (Vazamento do Prompt de Sistema)

O prompt de sistema que carrega instruções internas e, às vezes, segredos acaba sendo exposto ao usuário final.

LLM08

Vector and Embedding Weaknesses (Fragilidades em Vetores e Embeddings)

Falhas em bancos vetoriais e nos embeddings usados por arquiteturas RAG, permitindo manipulação ou vazamento de contexto.

LLM09

Misinformation (Desinformação)

O modelo gera conteúdo incorreto ou inventado apresentado com confiança, levando decisões erradas por quem confia na resposta.

LLM10

Unbounded Consumption (Consumo Ilimitado)

Ausência de limites de uso e de recursos computacionais, abrindo espaço para custos descontrolados ou negação de serviço.

OWASP Mobile Top 10

As 10 categorias de risco mais relevantes para aplicativos mobile (Android e iOS).

owasp.org/mobile-top-10 ↗
M1

Uso Inadequado de Credenciais

Credenciais fixas no código, mal protegidas ou reutilizadas indevidamente dentro do app, facilitando o acesso não autorizado.

M2

Segurança Inadequada da Cadeia de Suprimentos

SDKs, bibliotecas e componentes de terceiros integrados ao app sem verificação, podendo introduzir código malicioso ou vulnerável.

M3

Autenticação/Autorização Insegura

Mecanismos de login e controle de permissões implementados de forma frágil, client-side ou facilmente contornáveis.

M4

Validação Insuficiente de Entrada/Saída

Dados recebidos ou enviados pelo app sem validação adequada, abrindo espaço para injeção e manipulação de dados.

M5

Comunicação Insegura

Tráfego de rede do app sem criptografia adequada ou com validação de certificado falha, permitindo interceptação de dados.

M6

Controles de Privacidade Inadequados

Coleta ou exposição de dados pessoais do usuário além do necessário, sem controles suficientes de privacidade.

M7

Proteções Binárias Insuficientes

Ausência de ofuscação, anti-tamper ou anti-debugging, facilitando engenharia reversa e adulteração do aplicativo.

M8

Configuração de Segurança Incorreta

Permissões excessivas, componentes exportados indevidamente ou configurações padrão inseguras deixadas no app.

M9

Armazenamento de Dados Inseguro

Dados sensíveis salvos localmente no dispositivo sem proteção adequada, acessíveis por outros apps ou em caso de acesso físico.

M10

Criptografia Insuficiente

Uso de algoritmos fracos, chaves mal gerenciadas ou criptografia implementada de forma incorreta dentro do aplicativo.

OWASP API Security Top 10:2023

As 10 categorias de risco mais críticas específicas de APIs, que hoje sustentam a maior parte das aplicações web, mobile e integrações entre sistemas.

owasp.org/api-security ↗
API1

Broken Object Level Authorization (Quebra de Autorização a Nível de Objeto)

Endpoints que recebem um identificador de objeto (como um ID de pedido ou de usuário) sem checar se quem faz a requisição realmente tem permissão sobre aquele registro específico, permitindo acessar ou alterar dados de outras contas.

API2

Broken Authentication (Quebra de Autenticação)

Mecanismos de login e de emissão/validação de tokens implementados de forma frágil, permitindo que um atacante assuma temporária ou permanentemente a identidade de outro usuário.

API3

Broken Object Property Level Authorization (Quebra de Autorização a Nível de Propriedade do Objeto)

Falta de checagem de permissão sobre campos específicos de um objeto, o que expõe atributos sensíveis na resposta da API ou permite que o cliente altere propriedades que deveriam ser somente leitura ou restritas.

API4

Unrestricted Resource Consumption (Consumo Irrestrito de Recursos)

Ausência de limites de uso (rate limiting, tamanho de payload, paginação) permite que requisições excessivas esgotem banda, CPU, memória ou gerem custo elevado em serviços cobrados por chamada, podendo causar indisponibilidade.

API5

Broken Function Level Authorization (Quebra de Autorização a Nível de Função)

Separação pouco clara entre funções administrativas e de usuário comum, permitindo que um atacante acesse endpoints ou ações que deveriam ser restritos a outro nível de permissão.

API6

Unrestricted Access to Sensitive Business Flows (Acesso Irrestrito a Fluxos de Negócio Sensíveis)

Funcionalidades legítimas do negócio (como comprar um item ou publicar um comentário) sem proteção contra uso automatizado em massa, o que pode ser abusado para causar prejuízo mesmo sem explorar nenhuma falha técnica de implementação.

API7

Server Side Request Forgery (Falsificação de Requisição do Lado do Servidor)

A API busca um recurso remoto a partir de uma URL informada pelo usuário sem validar o destino, permitindo que um atacante force o servidor a acessar endereços internos ou não previstos, contornando firewalls e VPNs.

API8

Security Misconfiguration (Configuração Incorreta de Segurança)

Configurações complexas de infraestrutura e da própria API deixadas fora do padrão recomendado de segurança, abrindo margem para diferentes tipos de exploração.

API9

Improper Inventory Management (Gestão Inadequada de Inventário)

Falta de documentação atualizada sobre quais endpoints e versões da API estão realmente em produção, deixando versões antigas ou endpoints de debug esquecidos e expostos sem monitoramento.

API10

Unsafe Consumption of APIs (Consumo Inseguro de APIs)

Dados recebidos de APIs de terceiros tratados com menos rigor do que a entrada de usuários finais, o que abre uma porta indireta: em vez de atacar a aplicação diretamente, o atacante compromete o serviço externo integrado a ela.

Quer saber se sua aplicação Web, seu sistema com IA, seu app mobile ou suas APIs têm alguma dessas falhas? Fale com a gente para orçamento de Pentest.

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